26 de set. de 2013

A Sílaba

Impressionante como as palavras são capazes de provocar as mais diversas reações quando perpassadas pelos nossos ouvidos ou quando desvelada pelos ventos da leitura. E o que dizer de algumas sílabas que soam como um trovão em dias de chuvas fortes, mas que enamoradas a outras são capazes de suavizar até os mais sólidos concretos . Uma delas é a "CU". 
Apenas a título de poucos exemplos, veríamos que sem "CU" não haveria o "CUSTUME"; sem "CU" não haveria o CURSO; sem "CU" não teríamos a CULTURA... Mas se observarmos bem, "CUSTUME" não começa com "CU", mas com "CO", o que significa dizer que em muitos casos e acasos, temos a não tão velha mania de colocar a dita sílaba onde não devia. Nada de outro planeta. Afinal, a língua é viva, e mais vivo ainda é o contexto que é capaz de explicitar os mais belos significados daquilo que para muitos pode ser apenas um "CU". E nós, pobres seres mortais que habitamos a pluralidade do contexto, temos muito a aprender com as pequenas sílabas, que em separadas podem até formar uma palavra, mas que com a força de suas junções são capazes de formatar as mais belas e lindas frases. Que as sílabas embalem nosso viver para além de um simples "CU". 

O simples não é tão óbvio


Hoje numa conversa informal sobre religiões me perguntaram se eu não era "muito religioso". Imediatamente me veio algo à mente. Fiquei pensando no silêncio da natureza emanado no espaço celestial pelo brilho das estrelas, que apesar não emitir uma palavra no sentido convencional, basta alguns segundos para "ouvirmos" os significados múltiplos da simplicidade em sua infinita dimensão. Mas para vermos o simples, é necessário ser simples. Às vezes o simples não é tão óbvio.

Cristãomidor



Sob o pretexto de emancipação ideológica de determinadas correntes religiosas, algumas igrejas não deveriam fazer de Jesus um Banco. A gratuidade está na essência das coisas Divinas. O lucro financeiro é uma coisa, a Graça é outra. Em alguns lugares a "boa fé" de muitos está sendo explorada pela "má fé" de poucos. Assim sendo, deveria haver o CDC - Código de Defesa do "Cristãomidor".